Guia dos Elementos

tabela periódica de Mendeleev

Das diversas contribuições de Mendeleev à Química, apesar de não ter descoberto nenhum elemento, podemos mencionar que previu diversos deles, inclusive com suas propriedades físicas e químicas. Sua tabela tinha lacunas entre os elementos Silício e Estanho e ao elemento faltante chamou de Ekasilício que depois foi descoberto e denominado Germânio. Além deste, havia outra lacuna após o elemento Alumínio e ao elemento faltante chamou de Ekaalumínio, que depois de descoberto foi chamado de Gálio. O Escândio também foi previsto por Mendeleev, tendo sido chamado por este de Ekaboro.

Com a Tabela Periódica dos Elementos Químicos de Mendeleev, algumas perguntas sobre a constituição de nosso universo material começavam a ser respondidas pelos Químicos, como quais eram as substâncias simples que o constituía. Com esta tabela pode-se ter certeza pela primeira vez que a matéria não era constituída de um único elemento como acreditavam Tales, Anaxímenes e Heráclito, ou de quatro elementos como supunha Aristóteles, e nem de um número infinito deles, e sim de aproximadamente uma centena.



Retrato de Dmitri Mendeleev (1834 -1907)
Retrato de Dmitri Mendeleev (1834 -1907) feito por Ilya Repin. Ao lado, a Tabela Periódica de Mendeleev.



Passou desapercebida por Mendeleev em sua tabela, uma família inteira de elementos químicos gasosos que além de serem não reativos e se encontrarem em pequenas concentrações no ar atmosférico, somente puderam ser descobertos, espectroscopicamente, no final do século XIX por William Ramsay (1852-1916). Ramsay descobriu a família inteira de gases nobres como o Hélio, o Neônio, o Criptônio e o Xenônio. Um passo importante para a complementação dos elementos químicos ainda a serem descobertos foi dado pelo francês Antoine Henri Becquerel (1852 -1908), que descobriu a radioatividade no elemento Urânio. A descoberta desta propriedade do Urânio e da capacidade de como medi-la permitiu a diversos cientistas descobrirem outros elementos presentes em quantidades diminutas nos minerais radioativos, como o Rádio, o Polônio, o Actínio, o Protactínio e o Radônio.

Para finalizar, após a descoberta dos dois últimos elementos naturais estáveis, o Háfnio em 1923 e o Rênio em 1925, só restava a possibilidade de novos elementos serem descobertos pelo emprego da fissão nuclear prevista por Enrico Fermi (1901-1954) e obtida conjuntamente por Lise Meitner (1878-1968), Otto Hahn (1879-1968) e Fritz Strassmann (1902-1980) ou pela utilização do ciclotron inventado por Ernest Lawrence (1901-1958) em 1929, que permitiu em 1937 a descoberta do Tecnécio, o primeiro elemento sintetizado pelo homem. Hoje a Tabela Periódica conta com 118 elementos, mas oficialmente somente 113 são reconhecidos atualmente pela Comissão Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC), já que para muitos dos elementos chamados Transurânicos e para todos os Transférmicos, poucos átomos foram obtidos com “meia-vidas” extremamente curtas e propriedades físicas e químicas incapazes de serem determinadas com precisão.

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